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Maria de Nazaré

outubro 12, 2021

Por que os Espíritas não falam em Maria, mãe de Jesus?

Quem poderá deixar de reconhecer o grandioso exemplo de Maria de Nazaré para toda a Humanidade. Nos dias de hoje, em que a finalidade sublime da maternidade parece um pouco esquecida; quando uma parcela das mulheres abusa dos anticoncepcionais, demorando-se nos prazeres sexuais ou não querendo deformar o corpo; quando se pretende a legalização do aborto, praticado clandestinamente aos milhares; quando o abandono material, moral e espiritual de crianças é problema que preocupa a sociedade, necessário mesmo que nos lembremos da sublime Mãe de Jesus, que se tornou igualmente mãe de todos nós, pela pureza de seu amor.

Somente um Espírito de elevada condição poderia ter abrigado em seu ventre aquele que é o maior de todos entre nós, o Governador Celeste deste planeta, o Pastor de nossas almas. Qualquer homenagem que se lhe faça é mais do que justa e merecida, não só pelo que fez há dois mil anos, mas pelo que continua ainda hoje fazendo por nós na Espiritualidade Maior.

Informações dos Espíritos são no sentido de que Jesus atribuiu a Maria a tarefa, dentre outras, de socorro aos suicidas, porquanto é preciso imenso amor no trabalho de recuperação dessas infelizes almas que, desequilibradas pelo ato tresloucado, padecem sofrimentos inenarráveis e de intensidade que não podemos avaliar.

Deixou-nos Maria um exemplo de fé, coragem e resignação. Fé, que significa confiança em Deus, pois ante à revelação do Anjo Gabriel de que dela nasceria Jesus, o filho do Altíssimo, aceitou o divino encargo com alegria no coração: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a Tua palavra”. De coragem, porque foi capaz de enfrentar dificuldades e buscar lugar seguro, longe da sanha de Herodes, dando à luz o enviado do Pai em humilde estrebaria. Exemplo de resignação, já que aceitou a missão do filho amado junto à Humanidade, sujeitando-se a acompanhá-lo até o calvário, amargando em seu coração o sofrimento de vê-lo no madeiro infame.

Nós, os espíritas, reconhecemos o valor e a pureza espiritual de Maria e a respeitamos profundamente, sabendo da grandeza de seu coração. O Espiritismo não proíbe seus adeptos de se devotarem a Maria, de dirigirem a ela suas rogativas e agradecimentos, porquanto na verdade cada um por si está vinculado mental e sentimentalmente a determinados Espíritos superiores, emissários do Senhor na tarefa de nos proteger. O Espiritismo, porém, não adota qualquer atitude exterior, entendendo que a comunhão deve ser um ato íntimo, de alma para alma.

Não obstante essa nossa consideração por Maria de Nazaré, é preciso admitir que o Evangelho registrou, quase em sua totalidade, as palavras e os exemplos de Jesus Cristo, o caminho pelo qual devemos seguir e a quem devemos dedicar, abaixo de Deus, a nossa manifestação de fé e de amor.

Recordemos o que está contido no Evangelho de João, capítulo 17, versículo 3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus Verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Donizete Pinheiro

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://agendaespiritabrasil.com.br/>. Acesso em: 11OUT21.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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