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Obreiros do Senhor

outubro 24, 2021

A serenidade do cristão nunca deve representar atitude inoperante
Não sabeis vós que os vossos corpos são membros do Cristo?”
                                           – Paulo.  (I Cor., 6:15)

O espírita-cristão há de lutar denodadamente a fim de conquistar sua matrícula nas leiras de trabalhos no Bem com Jesus, como instrumento da Divindade, não medindo esforços para aclimatar-se – convenientemente – ao perfil  do  verdadeiro discípulo,  tornando-se  dócil e maleável aos  influxos  do  Mais Alto, permitindo o acesso para a finalidade do Amor…

Enquanto a grande mole humana caracteriza-se pelas necessidades e pedidos, os Obreiros do  Senhor  tornam-se dispensadores das benesses celestes na Terra, transformando-se em canais de Deus para o socorro aos aflitos filhos do Calvário.

Lembra-nos o nobre Mentor de Chico Xavier (1): “(…) Deus não  nos  dispensa  do  Bem   a realizar.  Ele é a Luz do Universo, mas nos dá a oportunidade  de acender  uma vela e clarear o caminho para muita gente dentro  da noite. (…)  Deus é Amor,  entretanto,  onde  a necessidade  apareça, guardas o privilégio de oferecer a  migalha de socorro que comece a restaurar o equilíbrio da vida.

Lembremo-nos de que Deus pode fazer tudo, mas reservou-nos algo para realizar, por nós mesmos, de modo a sermos dignos de Seu nome”.

É  ainda o ex-senador romano  que  exora  em sublime peroração (2):  “(…)   É   imperioso reconhecer, que  a serenidade do cristão nunca representa atitude  inoperante,  por agir  e melhorar continuamente pessoas, coisas e situações,  em todas as particularidades do caminho.

(…) O discípulo de Jesus é  um  combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para  cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e edificante”.

Temos, por tradição, um azinhavre secular  de acomodação,  pesando em nossa economia  espiritual,  onerando-nos sobremaneira.  Tais atavismos não encontram campo propício  para sua   proliferação  na  seara  espírita,  vez  que,   segundo entendemos com o Irmão X, “o Espiritismo não possui palanque para o espectador ocioso”.     

Rogério Coelho

Referências:
(1) XAVIER, F. Cândido. Livro de respostas.  Editora CEU, cap. 1; e
(2) XAVIER, F. Cândido. Fonte viva. 10.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1982, cap. 94.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://pt.gde-fon.com/download/campo_Flores_pr-do-sol/1357/1600×1200>. Acesso em: 24OUT21.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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