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Obrigação cumprida e atitude exata

fevereiro 20, 2023

Desdobremos a abnegação, a tolerância e a caridade, multiplicando as obras da educação.

“(…) Podendo condenar e impor reparações, Jesus usou da
inquestionável força do amor a  fim de ajudar os aturdidos,
nunca, porém, utilizou-Se do ácido da acusação intempestiva.”

Joanna de Ângelis (1)

O Meigo Rabi deixou muito claro que os Seus discípulos seriam reconhecidos por muito se amarem, e Ele mesmo exemplificou superlativamente esse amor durante todo o tempo em que esteve entre nós…

A humildade é outra característica marcante da personalidade de Jesus.

Portanto, se O queremos seguir e servir, não podemos menosprezar essas lições vivas de amor e humildade nos trabalhos de Sua Seara de Luz.

Muitos são os necessitados de todo matiz e pouquíssimos são os trabalhadores verdadeiramente imbuídos do ideal cristão para as magnas e urgentes tarefas de remodelação dos críticos e terríveis painéis existenciais.

Críticos e maledicentes não faltam em todos os lugares.  A impiedade, porém, não pode fazer parte das ações de quem se diz seguidor do Cristo, sob pena de se agravar ainda mais os padecimentos de quantos ainda tateiam nas sombras da ignorância e do destrambelhamento.

Aconselha José, Espírito protetor (2): “(…) sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta, irrita…”

Segundo o iluminado e singular Mentor de Chico Xavier (3), “(…) o azedume estabelece, para os espíritos viciados na irritação, seis modalidades de tributos calamitosos: a perda do trabalho, a perda do auxílio, a perda do equilíbrio, a perda da afeição, a perda da oportunidade e a perda de tempo.

Diante dos irmãos que se tresmalharam na irresponsabilidade e no desespero, desdobremos a abnegação, a tolerância e a caridade, multiplicando as obras da educação e os valores espontâneos do bem, pois eles estão carecendo de socorro no hospital da oração e no abrigo do bom exemplo.

(…) Muitas criaturas esperavam que o Cristo chegasse coroado de louros, numa carruagem de glória.  Julgavam que Ele, o Grande Renovador, deveria surgir numa apoteose de exaltação individual:  o trono dourado, o cetro imponente, o laurel dos triunfadores, a túnica solar, os olhos injetados de orgulho, o verbo supremo, a exibição de riquezas, os espetáculos de poder, a escolta angélica, as sentenças inapeláveis…

Jesus, porém, caminha entre os homens, à maneira de servidor vulgar, de vilarejo em vilarejo; veste-Se conforme as usanças dos que O cercam; apostoliza em lares e barcos emprestados; ouve atenciosamente mulheres consideradas desprezíveis; atende a homens conhecidos por malfeitores; serve-Se à mesa de pessoas classificadas como indignas; abraça crianças desamparadas; socorre os doentes anônimos; acolhe a todos por amigos, a ponto de aceitar como discípulo aquele que desertaria, dominado pela ambição; recebe remoques e injúrias de quantos lhe exigem sinais do espírito…  E parte do mundo, banido, entre ladrões, sob violência e sarcasmo…  Entanto, em circunstância alguma condena ou amaldiçoa, mas sim suporta e ajuda sempre, respeitando nos seus ofensores filhos de Deus que o tempo renovará.

Também na Doutrina Espírita, indene de todo cárcere dogmático, a indagação campeia livremente… Cristianismo redivivo, qual acontecia na época da presença direta do Senhor, junto dela hoje enxameiam, de mistura com os corações generosos que amam e auxiliam, as antigas legiões dos desesperados, dos escarnecedores, dos indecisos, dos investigadores contumazes, dos inquisidores da opinião, dos perseguidores gratuitos, dos gênios estéreis, dos cépticos frios e dos ignorantes sequiosos de privilégios, por doentes da Alma…

Entretanto, se Jesus, que foi o Embaixador Divino, para manter-Se ligado à Esfera Superior exerceu a Caridade e a tolerância em todos os graus, como fugir delas, nós, espíritos endividados perante a Lei, necessitados do perdão e do amparo uns dos outros?

É por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigação cumprida e atitude exata, humildade vigilante e fé operosa, com a caridade e a tolerância infatigáveis para com todos, sem desprezar a ninguém”.

Rogério Coelho

Referências:
(1) FRANCO, D.P. “Convites da Vida” – 3.ed. Salvador: LEAL, 1978;
(2) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. X, item 16; e
(3) XAVIER, F.C. “Seara dos Médiuns”. ed.Rio [de Janeiro]: FEB, 1998, p. 115-117.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://vidacrista.org.br/caminho-para-deus-249-humildade-e-andar-na-verdade/> . Acesso em 20FEV2023.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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