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Atividade transformadora da vida

junho 28, 2024

“Ora, Deus não é Deus de mortos, mas, sim, de vivos.”
– Jesus (Mc. 12:27)

Por força de ancestral atavismo, que reveste a “morte” de aspecto lúgubre, sombrio, misterioso, situada na oculta região do incognoscível, e somando-se a isso a completa e superlativa ignorância generalizada, com relação a tudo que se refere ao “post-mortem”, não raro, observamos nas conversações comuns, o equívoco das criaturas considerando-a (a morte) como cessação da vida… Puro engano!

Jesus, o vexilário do “túmulo vazio”, trouxe em uma madrugada de alvinitentes lúculas, a insofismável comprovação de que a morte é tão somente uma das fases da vida que continua estuante para lá das fronteiras da lama tumular.

Entendemos com Emmanuel que “morte” não significa cessação, e sim significa: atividade transformadora da vida.

Paulo, após compreender a “Boa-Nova”, estava tão convicto da continuidade da vida após a “morte” que certa vez, escrevendo aos coríntios, proclamou pleno de certeza e fé: “se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.

As eternas e inapagadas luzes daquela madrugada – testemunhadas pela convertida de Magdala – ainda estão sendo esparzidas e assim continuarão pelos séculos vindouros!…

Afirma Emmanuel: “na condição de encarnados, raros assuntos confundem tanto como os da morte, interpretado erroneamente como sendo o fim daquilo que não pode desaparecer. É imprescindível, portanto, esperar em Cristo com a noção real de Eternidade.

Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero terrível de morte: a da consciência denegrida pelo mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime. É chegada a hora de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna. Ora, em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá, um dia, dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas aéreas, errando indefinidamente.

Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente. Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que nosso Pai é Deus dos vivos imortais”.

Rogério Coelho

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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