solidariedade negativa

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Solidariedade de caráter negativo

julho 2, 2024

Os convites subalternos ainda nos falam de forma muito expressiva

“(...) Bem-aventurado o varão que não anda seguindo o
conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”
- Salmos, 1:1

Em Orbes como a Terra, ainda da categoria dos mundos de provas e expiações, a população, tanto de encarnados quanto de desencarnados, com raras exceções, é constituída de Espíritos muito imantados aos instintos e azinhavres da animalidade… Daí a facilidade com que grassam os tristes desvios do roteiro que nos deveria levar aos Páramos de Luz, vez que “larga é a porta da perdição e poucos conseguem encontrar a porta estreita”.

Por uma compreensível e natural questão de atavismos dissolventes, os convites subalternos ainda falam de forma muito expressiva a todos nós, os Espíritos vinculados à Terra.

O grave na questão proposta por Jesus, registrada por Lucas (13:24), é que Ele dá notícias de que “muitos procurarão entrar pela porta estreita e não poderão”.

Entendamos essa afirmativa do Mestre Maior com o Irmão José (1):

“(…) por que não obteriam passagem os que buscassem a porta estreita?! Não teriam eles feito a opção correta? A porta das facilidades mundanas estará sempre escancarada, convidativa, mas a porta dos valores espirituais oferecerá passagem apenas aos que porfiarem por ela. Isso significa que o homem, no momento dos grandes testemunhos, estará sempre sozinho nos transes da cruz.
Na estrada larga do mundo, a solidariedade de caráter negativo se manifesta espontânea… São os amigos do prazer que nos encorajam ao copo, à volúpia, à ambição… São os companheiros que nos aprovam as infelizes ideias de extrair da vida tudo quanto ela tenha para nos oferecer… Mas, normalmente, esses “amigos e companheiros” se afastam de nossos caminhos, quando nos observam enveredando pela porta estreita. Observam-nos de longe, na árdua subida, aguardando nossa queda.
É claro que não nos falta o apoio anônimo dos Benfeitores Espirituais que nos antecederam na caminhada, porque a solidariedade legítima em nome do verdadeiro Amor a ninguém desampara. Mas esses abençoados cireneus do caminho estreito, se nos auxiliam a transportar o madeiro de nossas dores, não podem substituir-nos na hora suprema do testemunho pessoal.
Reflitamos nisto, porque, se, no instante glorioso da Transfiguração no Tabor, o Mestre estava na companhia de três amigos, mesmo esses três companheiros diletos – Pedro, João e Tiago -, no momento da cruz estavam distantes…
Não esperemos, portanto, pela companhia de quem quer que seja para testemunhar a nossa fé em Deus e a nossa convicção no ideal que abraçamos. Ora, se a consciência nos aprova, que isto nos baste à paz e nos encoraje a prosseguir”.

Rogério Coelho

Referências Bibliográficas:
(1) BACCELLI, Carlos A. Evangelho e doutrina. Votuporanga: DIDIER, 1995, cap. 34.

Nota do Editor:
Imagem em destaque obtida em < https://br.freepik.com/fotos-gratis/alcoolico-homem-asiatico-com-muitas-garrafas-de-cerveja_5598590.htm#fromView=search&page=1&position=34&uuid=a56852da-e558-4822-98f1-b43749b10fdd >

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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