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Discussões inúteis

março 1, 2017

Inúmeros aprendizes das incomparáveis lições do Mestre de todos nós consideram-se especialistas em termos de conhecimento das mensagens contidas no seu evangelho de luz, tão somente em razão de algumas afirmativas absurdamente pretenciosas que exploram e defendem.

Entregam-se com afinco a longas, coléricas, e irascíveis discussões na tentativa de convencer a Gregos e Troianos, relativamente às suas interpretações acerca da fé religiosa e, quando interpelados sobre a fúria com que se arrojam na imposição dos seus pontos de vista, costumam redarguir que é imprescindível não nos envergonhemos do Mestre, nem dos seus ensinamentos perante a multidão.

Entretanto, na esmagadora maioria dos casos, a desculpa de que se preocupam em preservar os ensinamentos de Jesus, não passa de simulacro mal disfarçado, pois, na verdade, tentam através da palavra rebuscada ocultar suas ideias tirânicas e desrespeitosas sobre as opiniões contrárias às suas.       

Esses supostos defensores dos princípios Cristãos, esquecem-se que o maior de todos os mandamentos ensinado pelo próprio Cristo é justamente “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. (1)

A vida de cada indivíduo, nos círculos do cristianismo é ratificada exatamente pelo exemplo que dá do que aprendeu com seu Mestre, fazendo de seus ensinamentos o roteiro para o desenvolvimento de sua fé e das virtudes do Ser imortal que é procurando vivenciar como ELE o fez usando de tolerância, respeito, e amor pelo seu irmão de caminhada evolutiva.

Muitos deles comportam-se como crianças, disfarçando suas aberrações no desenvolvimento da arte verbalista para exibirem suas verdadeiras identidades individuais onde a vaidade, o orgulho e o egoísmo campeiam absolutos, deixando à mostra aos ouvintes mais atentos suas descabidas intenções e seus propósitos personalistas e intolerantes, com total desprezo pelos necessários testemunhos de abnegação à causa Maior, nas oficinas de trabalhos comuns que são a sociedade e o lar purificador.

Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo, traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro. Recordando que ainda mesmo da cova pequenina, em que a semente minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a grada do perfume e a beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.” (2)

Torna-se dessa forma indispensável ao verdadeiro e sincero aprendiz de Jesus evitar contendas irracionais e inúteis, não se deixando envolver nessas discussões infrutíferas em que a arma principal dos contendores é a vaidade e nas quais, cada participante se mostra cada vez mais irritado e violento.

O Cristão consciente dos deveres que assume para com seu Mestre sabe que diante de discussões insignificantes ou eminentemente expressivas, deverá manter sempre uma atitude condizente com os ensinamentos do Evangelho de Jesus, esforçando-se de todas as maneiras para dar seu exemplo de amor, renúncia e sacrifício pessoal, pois, foi exatamente isso que Jesus demonstrou em sua trajetória sublime entre nós, quando nos afirmou: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim”. (3)

Francisco Rebouças

Referências:
(1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XI, item 1;
(2) Xavier, Francisco Cândico, pelo Espírito Emmanuel. Livro: Caminho Espírita – Cap. 27; e
(3) Evangelho de João, Cap.14 v.6.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em < http://www.mundodastribos.com/briga-entre-irmaos-como-lidar.html>. Acesso em: 01MAR2017.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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