
A raiz do problema
Há muitas famílias em crise, onde estão pessoas amargas, desiludidas e doentes. Dirigem-se aos centros espíritas carentes de afeto e compreensão, sentindo-se impotentes diante dos problemas no lar. Chegam querendo uma solução miraculosa, que os Espíritos transmitam a solução de todos os problemas. Só que para o Espiritismo a autocura começa quando os problemas chegam, pois eles são um convite a olharmos o que não queremos; a dor é o caminho da cura, mas precisamos aprender como enfrenta-la.
Mas a raiz de tudo é a nossa falta de respeito humano a começar no lar. As pessoas gritam umas com as outras, fazem uso de palavrões, insultam-se num jogo de pingue-pongue que assume proporções gigantescas, pois são egos orgulhosos, um querendo vencer o outro. A falta de perdão impera e decai a psicosfera doméstica, atraindo mais espíritos na mesma vibração doentia. As postagens da mídia são o reflexo dessa sociedade doente, que se vicia nos whats up e facebook numa fuga da realidade.
Então, no atendimento fraterno da casa espírita, sugerimos aos sofridos irmãos: “assista as palestras com atenção, sempre virá uma lição de amor, receba o passe e faça o tratamento espiritual sugerido”.
Nota-se que enquanto a pessoa não começa a valorizar o que é dito nas palestras, no sentido de dar-se conta de seu próprio erro, e não do erro do outro, esperando que tão somente os passes façam o milagre, o processo de cura não deslancha. A pessoa se torna um eterno recebedor de passes.
Mas cada um tem o seu tempo. O fato de alguém buscar ajuda já é o primeiro passo no processo de cura. A Espiritualidade amiga da casa sempre estará vibrando por nós, mesmo sem a nossa colaboração.
Levamos um tempo para acreditar, na humildade, na benevolência, na caridade, na mansuetude, no equilíbrio das emoções, no respeito, que são os atributos do amor.
A gente custa a entender que teremos que ser os primeiros a demonstrar o amor, que precisaremos ser a mudança que queremos na nossa família, que precisamos criar a tão falada coragem de mudar a nossa própria atitude. Quando nos damos conta disso, as palavras de Jesus começam a fazer todo o sentido, os passes serão ainda mais eficazes janelas de claridade abrem-se em nossa mente e “Eureca!”, experimentamos o despertar da consciência.
Quando pedimos ajuda a Deus, sempre seremos escutados, mas precisamos estar dispostos a vencer os desafios que aparecerão e, assim, as sincronicidades acontecerão, tudo se encaixará e os resultados serão de acordo com as nossas reais necessidades e nos preencherão de uma maneira que não imaginávamos antes. Seremos o desejável exemplo a seguir na família.
Vemos, então, que estas lições do Mestre Jesus são sempre a solução da raiz dos nossos problemas:
“Amar o próximo como a si mesmo, fazer aos outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, pois resume todos os deveres do homem para com o próximo.(1)
Ajudem-se que o céu os ajudará.(2)
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Referências:
(1) KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 11:4;
(2) KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 25.
Nota do Editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://thestir.cafemom.com/politics_views/199476/raising_a_family_in_america>. Acesso em 06JUL2018.
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