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Chico e Zico

março 28, 2020

Há algum tempo assisti um documentário em que algumas pessoas que conviveram com Chico Xavier falavam da vida do médium e sua capacidade de trabalho.

Conversavam que não havia “tempo ruim” para o médium mineiro, enquanto houvesse gente para ser atendida lá estava Chico abraçando, consolando, esclarecendo.

A capacidade de trabalho de Chico Xavier era uma coisa impressionante, mesmo com saúde débil e idade avançada não foram poucas às vezes em que Chico avançou a madrugada trabalhando.

Dizem os Espíritos que o limite do trabalho é o limite de nossas forças. Abro aqui um campo para oportuna reflexão.

Causa-me e sempre causou estranheza quando amigos da seara espírita cobram os outros em relação ao trabalho. Soltam frases mais ou menos assim:

É preciso trabalhar… Trabalhe que você melhora. Depressão? Tudo se resolve com trabalho.

Pior quando a coisa passa ao campo da ameaça: Ah, se você não trabalhar terá de responder à espiritualidade. Falta-lhes, todavia, conhecimento da obra de Kardec e um pouco de sensibilidade. Os Espíritos dizem que o limite do trabalho é o das forças. Ora, dito isto, cada um sabe o seu próprio limite, de modo que é desnecessário fiscais encarnados da espiritualidade a alertar que os “preguiçosos” colherão amargos frutos pela pouca dedicação à causa.

Espírito extremamente forte, Chico Xavier tinha a capacidade de trabalho proporcional às suas forças, e, detalhe: não ficava tentando fazer com que os outros trabalhassem na “marra”, porquanto sabia dos limites que tem cada indivíduo.

Uma outra observação feita, porém, pelos amigos de Chico foi a de que, quando estavam ao lado dele, brotava em cada um a vontade de ser uma pessoa melhor.

A influência que Chico exercia sobre seus amigos era extremamente benéfica.

Mas, eis que meu pensamento resolveu bater asas, e de Chico passei a lembrar de Zico, o galinho de Quintino, jogador de futebol e craque do Clube de Regatas Flamengo do Rio de Janeiro nos anos 1970/1980.

Fato comum, os ex-companheiros de time de Zico diziam que jogar ao seu lado transformava jogador medíocre em bom jogador, tamanho o estímulo e as lições que o galinho transmitia em campo.

Chico e Zico, ou Zico e Chico, como queiram, fazem-nos pensar na importância das companhias que escolhemos para compartilhar nossas vidas.

Aliás, vale lembrar, sempre, que essas companhias podem ser tanto no campo visível, pessoas que escolhemos para compartilhar passeios, trocar ideias, enfim, relacionar-se de alguma forma e, também, no mundo invisível, ou mundo dos Espíritos, haja vista a famosa questão 459 de O livro dos Espíritos a mostrar que os Espíritos influenciam nossos pensamentos e ações.

Mas, claro, se os Espíritos influenciam é porque, por meio dos pensamentos e das ações os escolhemos como companhias para nossa existência.

Em suma, influenciamos e somos influenciados pelos encarnados e desencarnados, sendo, inclusive, difícil muitas vezes delimitar quem influencia quem.

Então, diante do que foi exposto, podemos colocar duas questões para nosso exercício reflexivo:

Será que estamos proporcionando condições para que as pessoas e os Espíritos que caminham conosco sejam melhores?

Será que estamos escolhendo companhias, seja de pessoas, seja de Espíritos que podem nos deixar melhores?

Escolher ou abandonar as companhias, eis a questão…

Wellington Balbo

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em < http://www.ameuberaba.org.br/artigos/cristianismo-restaurado>. Acesso em: 28MAR2020.

Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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