Página InicialComportamento cristão ante os adversários: aqueça o próximo com o ardor da sua crença

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Comportamento cristão ante os adversários: aqueça o próximo com o ardor da sua crença

maio 28, 2020

 “Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem
aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”
– Jesus (1)

Em perfeita sintonia com Jesus, aconselha Joanna de Ângelis (2):
“(…) guarda cuidado com o maledicente! Elege o silêncio e a oração junto a ele, precatando-te de ferir e malsinar, com os estímulos dele.
Para preservar-te do mal que a peçonha das acusações indébitas produz, calca aos pés a tentação de censurar, considerando as próprias limitações e deficiências. Aquele que arde na labareda do erro pode estar lutando contra as chamas, e dispensa o combustível nefando da observação deprimente.

O náufrago exaurido nas águas torvas do soçobro moral recusa a chuva de fel que o sepultará inevitavelmente no bojo do malogro. No entanto, podes por a água da compaixão no incêndio voraz, distender mão amiga ao acidentado e tábua de compreensão ao desarvorado. Basta que desejes identificar em cada coração um acidente positivo, e várias qualidades morais que ele conduz te surpreenderão. As províncias do Espírito são inescrutáveis a observadores apressados. Acende a tua lâmpada de bondade onde se estenda a noite caliginosa e converte os braços em traves de misericórdia, silenciando o reproche, a acusação e a admoestação, vez que os infelizes já se encontram justiçados pela própria incúria. Sê tua a clara face da manhã, para eles, em nome do radioso sol do amor.

O Mestre, que se comoveu ante a mulher surpreendida em adultério, o cobrador de impostos renegado, o centurião estrangeiro afervorado, a mulher desconhecida que O tocou, o ladrão que Lhe pediu amparo, todos os fracassados e infelizes; mas foi rigoroso com os maledicentes e famelgas do Seu tempo, na personificação de escribas e fariseus, invectivando-os e lamentando-os pelas graves responsabilidades de que se faziam portadores, alongando mãos e coração a todos os malogrados do caminho que aguardavam compreensão e carinho, no mais irretorquível ensinamento de que, os que necessitam de auxílio, são aqueles que nada têm.”

No mesmo diapasão, aconselha Marco Prisco (3):
“(…) aqueça o próximo com o ardor da sua crença. Considerando o desequilíbrio que assoma em toda parte, não se revolte. Aja com serenidade, facultando que outros o acompanhem. Sob a massa de sombras morais que dominam a paisagem humana, não agrida como fazem os outros. Acenda a luz da esperança onde quer que se encontre. Vitimado pela insensatez dos atormentados que transitam em alucinação, não reaja. Conserve a calma e atue com acerto; desprezado pela astúcia dos que se acreditam plenos e são prepotentes, não revide com azedume.”

E conclui Emmanuel, pelas abençoadas mãos de Chico Xavier (4):
“(…) É útil o homem observar no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação. Dentro da nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus Cristo.”

Rogério Coelho

Referências:

(1) Mateus, 5:44;

(2) FRANCO, Divaldo. Dimensões da verdade. 5.ed. Salvador: LEAL, 2000, cap. “Socorro sempre”;

(3) FRANCO, Divaldo. Luz viva. Salvador: LEAL, 1985, cap. 13; e

(4) XAVIER, F. Cândido. Caminho, verdade e vida. 26.ed. Rio [de Janeiro]: 2006, FEB, cap. 54.


Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://estradadasvoltinhas.blogspot.com/2015/01/quem-nunca-pecou-que-atire-primeira.html>. Acesso em: 28MAI2020.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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