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Eles vivem!

novembro 2, 2020

Na verdade, mortos somos nós os encarnados e vivos são os desencarnados

 “Não morre aquele  que aspira ao amor e sonha com o ideal da
beleza, entregue ao cultivo da virtude, no exercício da retidão.”

Joanna de Ângelis

 

Disse Jesus: “em verdade em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”; “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá”.

É comum ouvir das pessoas que ignoram a realidade espiritual desvelada pelo Espiritismo que ninguém voltou da morte para dizer o que ela é.  Ledo engano!…  Chico Xavier, já recebeu milhares e milhares de comunicações dos desencarnados, que voltaram através de seu potencial mediúnico para consolar os desesperos dos que ficaram do lado de cá.  Aí estão os livros e milhares de testemunhas para confirmá-lo. Só mesmo muita obtusidade e cegueira mesclada à má vontade impedem a visão deste fato ou, naturalmente, interesses mesquinhos a defender.

Dentre as múltiplas finalidades do Espiritismo, além de “Consolador”, inclui-se a função de revelar o que – realmente – é a morte, a razão de sua existência e as relações do mundo corporal com o mundo espiritual.

Segundo ensino do notável escritor francês Léon Denis: “(…) a morte não existe. É simplesmente u`a mudança de estado do Espírito, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida condições ao seu funcionamento e à sua evolução.   Para além da campa, abre-se uma nova fase da existência.  O Espírito, debaixo de sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas encarnações; acha-se frente a frente com o seu estado mental e com os frutos da existência que findou.

Por toda a parte se encontra a vida. A Natureza inteira está a mostrar-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação incessante de todas as coisas.  Em parte alguma há a morte, como é em geral considerada entre nós; em parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica. Por toda a parte existe o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem, nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica…  A vida do homem é como o Sol nas regiões polares durante o estio:  desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, para desaparecer um instante, some por baixo da linha do horizonte…   É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se, para novamente descrever a sua imensa órbita no Céu.

A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e profundo da VIDA.   A própria morte pode também ter a sua nobreza, a sua grandeza.  Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo augusto na hora das separações supremas.

A maneira por que cada qual sabe morrer é já por si mesma, uma indicação do que é para cada um de nós a realidade “post mortem”.

Jesus, indubitavelmente o Senhor do Mundo é o herói da sepultura vazia.  Foi Ele o mais nobre pregoeiro da vida, pois circunscrevendo todos os Seus ensinamentos em torno da vida abundante, a Sua mensagem é um hino perene à glória do existir, seja num ou noutro setor de atividade em que se manifestam as expressões eternas do Espírito: na carne e além dela…  Em todo o Seu ministério de Amor e trabalho Sua palavra é luz e vida, considerando os mortos somente aqueles que perderam a visão e obstruíram as percepções da realidade espiritual.

Depois d`Ele coube ao Espiritismo a inapreciável tarefa de interpretar a morte, libertando-a dos infelizes conceitos de vário matiz que foram tecidos milenarmente na plenitude da ignorância sobre a sua legítima feição.

Atestando a continuidade da vida após o túmulo, graças ao convívio mantido entre os homens e os imortais, o Espiritismo libertou a vida do guante da vândala destruidora, exaltando a perenidade do existir em todas as latitudes do Cosmo, na sua incessante progressão para o Infinito.

Vive, portanto, como se estivesse a cada momento preparando-te para renascer além e após o túmulo.   A vida que se leva é a vida que cada um teve enquanto na indumentária carnal.

Transpassa-se o pórtico de lama e cinza em que se transformam os implementos materiais com as próprias conquistas morais construindo a leveza perispiritual com que se pode ascender à Verdade ou as amarras grosseiras para a retaguarda, mediante as quais se imantam aos engodos fisiológicos…  A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra.”

A bem da verdade, mediante o entendimento destas ilações, por mais paradoxal que possa parecer aos ignorantes da realidade espiritual, mortos somos nós os encarnados e vivos são os desencarnados que já estão alocados na verdadeira e imperecível vida.

Portanto, o temor da morte não deve existir entre aqueles que têm fé no futuro e que já sabem pelos informes espíritas que além do túmulo existe vida e vida abundante, conforme preceituou Jesus.

Rogério Coelho

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://ameuberlandia.org.br/finados-na-visao-espirita/>. Acesso em: 02NOV2020.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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