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Revelações

fevereiro 7, 2021

Não existe revelação maior do que aquela consubstanciada no Evangelho de Jesus Cristo!

 “Se aguardas a revelação dos Céus, revela-te com
humildade, diante do Senhor e diante de teus irmãos,
com  espírito de  reconstrução  do  próprio  destino”.
André Luiz

Desde a mais remota Antiguidade Deus tem permitido que a humanidade se beneficiasse das grandes Revelações suscetíveis de fazê-la progredir na senda da moral e da intelectualidade…

Há sete mil anos, portanto cinco mil anos antes da vinda de Jesus, no tempo dos Vedas, surge na Índia a sublime canção: Bhagavad-Gita, de Krishna. Escrito em sânscrito, narra em forma de diálogo entre Krishna e Arjuna, a epopeia milenar da evolução do homem, desde o estágio primitivo do ego humano, até às alturas do “Eu” divino, o “Atman” do homem.

O Bhagavad-Gita foi o livro de cabeceira do grande Mahatma Gandhi, que narra em sua autobiografia ter nele haurido forças para realizar a sua gigantesca obra de libertação da Índia, sem derramamento de sangue, fato inédito na história da humanidade. Bastaria este fato singular para aureolar de um prestígio divino um livro capaz de inspirar tamanha força à fragilidade humana. Este livro influenciou também, enormemente, a homens como Arthur Schopenhauer, Eilhelm Von Humboldt, Graf Hermann Keyserling, Goethe e outros que são unânimes nas expressões encomiásticas a essa obra, chegando mesmo Humboldt a agradecer a Deus por tê-lo deixado viver tempo bastante para conhecer a Sublime Canção indiana.

Há dois mil e seiscentos anos, na China milenar, surge o Tao Te King, de Lao-Tse, que sintetiza a sabedoria chinesa.  Tao Te King pode ser traduzido como livro que leva à Divindade, ou Livro que revela Deus.

Perlustrando num périplo filosófico em linha reta os séculos transcorridos, ainda que “a vol-d`oiseau”(1), podemos visitar os ancestrais monumentos da sabedoria de todos os tempos, desde as velhas doutrinas consubstanciadas na metafísica chinesa do Y-King até as modernas aquisições do relativismo Einsteiniano; e, nessa longa viagem, passamos pelo hinduísmo, nas expressões luminosas de seus mais eminentes mestres, pelo idealismo de Platão, pelo peripatetismo de Aristóteles, pelo racionalismo de Descartes, pelo criticismo de Kant, pelo panteísmo de Spinoza, pelo monadismo de Leibniz, pelo ocasionalismo de Malebranche, por Hume com seu epifenomenismo, pelo solipsismo de Berkeley, pelo evolucionismo de Darwin, pelo positivismo de Comte, pelo pragmatismo de James, pelo monismo de Haeckel, pelo intuicionismo de Bergson, pelo pampsiquismo de Farias Brito, pelo hermetismo de Trimegisto…

Inobstante, as concepções filosóficas embora respeitáveis, são sempre visões geralmente fragmentárias, unilaterais, perfunctórias e, portanto, só mostram parcelas da realidade. A humanidade, sempre ávida de norte, diretriz e segurança, exige mais…

Onde encontrar a água que dessedenta nossa sede existencial?! Onde podemos nos firmar quando o chão estremece sob nossos pés? Onde encontrar o lenitivo que suavizará todas as dores? Existirá mesmo essa pedra filosofal? Como transpor o muro da mediocridade, sair da cela estanque da ignorância e começar a indagar (e receber respostas corretas) sobre a nossa origem e destino? Onde encontrar guarida, aconchego, amparo, consolo e repouso para nossas Almas cansadas? Onde encontrar o repositório monumental da Sabedoria imarcescível que esquematiza todo o conhecimento Universal, manancial inesgotável que possa ofertar-nos alimentação espiritual suficientemente substancial para nutrir-nos pelas infindáveis veredas palingenésicas?

A resposta surge límpida, cristalina, insofismável e singular: encontraremos tudo isso e mais ainda na Revelação Maior, consubstanciada no Evangelho de Jesus Cristo, nosso Guia, Mestre e Senhor!…

Esse Código de Luz iluminado mais ainda pelas claridades do Espiritismo, que é a Terceira e definitiva Revelação de Deus, ensejar-nos-á o autoencontro e, consequentemente, facultar-nos-á a definitiva alforria espiritual, que, afinal, é a meta assinada por Deus para todos os Seus filhos.

Rogério Coelho

Nota do autor:
(1) Superficialmente, por alto.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://www.freepik.com/premium-photo/open-book-illuminated-by-light-lantern-lantern-with-candle-near-open-book-reading-candlelight-romantic-evening_9714384.htm>. Acesso em: 07FEV2021.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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