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Aborto 

abril 2, 2021

 Estou grávida. No entanto, não quero este filho
e pretendo abortá-lo. O que o Espiritismo acha disso? 

 

A vida corporal é bendita oportunidade concedida por Deus para o engrandecimento da alma. 

Ao contrário do que muitos imaginam, desde a concepção o Espírito reencarnante já se encontra vinculado ao corpo em formação e, em especial, à mãe. As afirmações espíritas nesse sentido foram corroboradas por psiquiatras e psicólogos, nas experiências de regressão da memória, mediante indução ou hipnose, pelas quais diversas pessoas deram relatos da vida intrauterina, destacando-se o trabalho feito pela psicóloga americana Dra. Helen Wambach e apresentado na sua obra Vida antes da vida (1984). 

Estabelecida a gravidez, querendo-a ou não, assume a mulher a sagrada condição de depositária de uma vida, da qual não poderá dispor, sob pena de graves consequências, a serem reparadas de imediato ou num futuro próximo ou remoto. Aliás, não temos o direito de dispor nem mesmo das nossas próprias vidas, sendo o suicídio igualmente considerado violação das leis de Deus. 

Complicações de parto, causando a morte da mulher ou a extração do útero; impossibilidade física de engravidar ou gestação difícil; e cânceres ginecológicos são algumas das possíveis consequências desastrosas para a mãe abortista, ainda nesta reencarnação ou em reencarnações vindouras. E todos que, de alguma forma, concorreram conscientemente para o aborto também sofrerão os reveses do ato insano, seja na companhia da mulher que enjeitou a criança ou isoladamente. 

Quanto ao Espírito cuja reencarnação foi interrompida, se for compreensivo, aguardará uma nova oportunidade; mas se rebelde, poderá revoltar-se contra aqueles que lhe impediram o nascimento, iniciando um processo de perseguição espiritual, que se denomina obsessão, o qual poderá lhes provocar desequilíbrios mentais e enfermidades variadas e complexas. 

Nada acontece por acaso na Lei Divina. Na maioria das vezes, o Espírito reencarnante tem com os pais, ou só com a mãe, laços espirituais de outras vidas, de amizade ou inimizade, constituindo a nova vida concessão do Criador para o amparo mútuo ou necessário reajuste. 

O aborto, assim, ressalvada a hipótese de perigo para a vida da mulher, será sempre considerado grave crime perante as leis de Deus, convertendo-se em motivo de grandes dores aos infratores, mesmo que a legislação humana, ainda muito ajustada aos interesses egoísticos, o torne lícito.   

Donizete Pinheiro 

 

Nota do Autor: 

Extraído do livro Respostas Espíritas, de autoria deste autor. 

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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