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Educar moralmente na era da tecnologia

fevereiro 8, 2022

Desde que a internet passou a integrar o cotidiano, o acesso à informação e ao conhecimento tornou-se muito mais dinâmico. Com os recursos digitais utilizados de maneira intensa, a comunicação ficou mais rápida, democrática e, ao mesmo instante, complexa. Isso porque, após granjearem espaço no lar, as ferramentas on-line trouxeram consigo inúmeros benefícios, mas também desafios que precisam ser vencidos. Dentre esses o excesso de uso, a distração exagerada e a expansão do ambiente de trabalho para casa (sobretudo com a pandemia), que interferem significativamente no convívio doméstico. O que nos leva a questionar: que cuidados devemos ter em relação aos filhos nestes novos tempos?

A preocupação é natural e saudável. Benedita Fernandes, sob a psicografia de Divaldo Franco no livro SOS Família, nos anos 1990, já indicava a tecnologia entre as alienações que atuam como fatores de desagregação infanto-juvenil – deixando claro que a ela se somam outros elementos, mais antigos e característicos de uma coletividade imperfeita, tais quais a criminalidade, a violência, a falta de ética e os exemplos perniciosos, assim como a indiferença e os desequilíbrios emocionais dos pais e responsáveis.

Se, por um lado, a conclusão denota que não é o instrumento tecnológico (por si só neutro) o causador do mal, e sim seu emprego sob reflexo dos nossos próprios vícios, por outro, há que se considerar que, sendo mais fácil hoje o contato com conteúdos nocivos, o zelo deve sim, ser redobrado.

A infância e, principalmente a juventude, períodos marcados por incerteza e instabilidade, carecem de total atenção. É normal que os menores, pela pouca experiência, tenham propensão a vivenciar os sentimentos de modo mais abundante, potencializando a dor e o sofrimento, que encontram eco na atmosfera virtual onde jazem perigos como o ódio e o cyberbulliyng.

Como solução, a autora espiritual conclama-nos a resolver o problema pelo método mais eficaz: a educação. Emmanuel, por sua vez, respondendo à questão 110 de O Consolador, revela que a melhor escola de preparação para o desenvolvimento moral dos espíritos, forjando caracteres e encorajando hábitos que se refletem na formação social, é a família.

Por isso, levando em conta o conselho de Chico Xavier, “não deixemos o diálogo amigo tão somente para os dias de aflição”. Façamos uso dele diariamente, “de forma preventiva e curadora, e perceberemos o quanto conseguimos realizar verdadeiros prodígios de tranquilidade em favor da paz”.

Cuidar da educação moral daqueles colocados sob nossa tutela, conversar, impor limites, exemplificar no dia-a-dia, falar com franqueza, para que os filhos compreendam que existem frustrações, este é o nosso papel. Moldar o vaso vivo, traçando-lhe noções de justiça e fraternidade, oferecendo segurança e amor, é o melhor remédio em qualquer época, contribuindo para uma sociedade regenerada e feliz – seja qual for o obstáculo.

Por fim, não caiamos na armadilha de demonizar a rede. Busquemos, ao contrário, nos valer dela em seu aspecto positivo: conexão, encurtamento de distâncias, sensação de pertencimento e acolhimento através de grupos de apoio, e divulgação de mensagens otimistas e ações de esclarecimento, inclusive sobre a doutrina espírita.

Priscila Couto e Daniele Barizon

Nota do Editor:
Ambas as autoras são membros do Centro Espírita Caridade e União – Três Rios – RJ.
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://noomis.febraban.org.br/temas/inteligencia-artificial/tecnologia-le-ate-sentimento>. Acesso em: 08FEV2022.

Daniele Barizon
Daniele Barizon

Jornalista, trabalhadora e expositora espírita. Reside em Três Rios/RJ, onde integra o Centro Espírita Caridade e União.

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