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A Lei de Justiça

abril 21, 2022

A Lei de Justiça vem examinada na primeira parte do capítulo 11 do livro terceiro de O Livro dos Espíritos. Mas aqui não nos referimos à justiça das aflições, por exemplo, ou mesmo à relacionada à lei de ação e reação. Estamos a tratar da justiça no que se refere aos direitos naturais, que são manifestações da bondade do Pai Criador, como tantas outras bênçãos divinas que nos foram outorgadas. Portanto, estudamos um aspecto mais amplo do regramento divino cravado na nossa consciência.

Na resposta à pergunta 873 do primeiro livro da codificação, os bons espíritos nos informam que o sentimento de justiça é inerente à natureza, que foi colocado por Deus nos corações das criaturas, e que o progresso moral delas o desenvolve.

Contudo, a manifestação da justiça e o seu entendimento é diferente em cada pessoa, pois frequentemente somos envoltos por paixões que nos fazem enxergar as situações sob um ponto de vista míope, como se interpreta da resposta à interrogação 874 de O Livro dos Espíritos.

Dando prosseguimento às importantes lições sobre o assunto, os benfeitores do Mais Alto demonstram na explicação à pergunta 875 que “a justiça consiste no respeito aos direitos de cada um”, continuando a instruir, na segunda parte da questão, que tais direito são determinados pela lei humana e pela lei natural.

Advertem-nos, porém, que “o direito estabelecido pelos homens (…) não está sempre conforme a justiça. Aliás, ele não regula senão certas relações sociais, enquanto, na vida particular, há uma multidão de atos que são unicamente da alçada do tribunal da consciência.”.

Assim, as leis de sociedade, criadas pelas criaturas, têm única e exclusivamente o objetivo de regrar a nossa vida em conjunto. E a lei natural é a que representa verdadeiramente a justiça, perene, eterna, imutável.

Dessa forma, temos a lei dita humana, prevista nos diversos códigos legais, e que tem por objetivo tratar da vida das pessoas em sociedade – como toda obra humana, logicamente está repleta de falhas, de equívocos e de inconsistências. E temos a lei divina ou natural, outorgada por Deus às criaturas, presente, como dito, nos nossos corações, na nossa consciência – que nos acusa severamente quando infringimos o conjunto dessas normas maiores.

Obviamente, torna- se imprescindível estar em conformidade com os preceitos da lei humana, mas agir segundo a nossa consciência – em sendo desse modo, de acordo com a lei divina ou natural insculpida em nós – é o que nos individualiza como pessoas verdadeiramente justas, como homens de bem, nas palavras utilizadas por Allan Kardec nas questões 879 e 918 de O Livro dos Espíritos, e na consequente resposta dos espíritos conselheiros a essas perguntas, assim como no item 3 do capítulo XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo.

Se tivermos alguma dúvida acerca da base da justiça fundada na lei divina ou natural, sigamos o ensino trazido por Jesus – o plasmador e governador planetário – no sentido de “desejar para os outros o que quereríeis para vós mesmo”, conforme disposto na resposta à interrogação 876 de O Livro dos Espíritos.

Esse preceito, somado à caridade e à obediência às leis humanas, caracteriza o exato cumprimento da lei divina da Justiça.

Renato Confolonieri

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://kardecriopreto.com.br/como-funciona-a-justica-divina/>. Acesso em: 17ABR2022.

Renato Confolonieri
Renato Confolonieri

Atuante no Espiritismo há 20 anos, participou por três anos e meio da entrega de sopa no Grupo Fraterno de Assistência Nossa Casa em São Paulo, articulista no periódico Ação Espírita e Membro de Reuniões Mediúnicas no Grupo Espírita Jesus de Nazaré, ambos de Marília, interior de SP.

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