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Ideias espíritas aqui, ali, acolá…

agosto 17, 2022

É muito comum escutar, soltas, aqui e ali, proferida por gente de todo credo e sorte, frases assim:

“Na outra vida quero ser rico”.

Ou:

“Na vida passada devo ter feito muito mal para merecer o que passo hoje”.

São as ideias espíritas, projetadas em todos os cantos e nas mais diversas épocas a mostrar que este tipo de pensamento sempre existiu, mesmo que fragmentado, sem uma base mais sólida.

Kardec, um dos autores do Espiritismo, teve o mérito de agrupar todas essas ideias e dá-las, junto com os Espíritos, um corpo teórico, organizado e lógico.

Todavia, o que vale ressaltar é o fato do pensamento espírita pertencer ao mundo desde seu nascimento.

Aliás, Kardec, de forma muito sensível, já havia notado esta questão e a trouxe em publicações da Revista Espírita, como a de janeiro de 1867, com o título “Pensamentos espíritas que correm o mundo”.

Na matéria, Kardec comenta sobre um texto escrito num jornal francês em que o autor faz referências às ideias que colocamos acima, ou seja, pensamentos espíritas que são aventados sem as pessoas darem-se conta.

A percepção de Kardec faz revisitarmos a nossa memória e lembrarmos que muitas vezes já escutamos referências a outras vidas, ou, ainda, apelo para um “nascimento melhor” na próxima encarnação.

Algumas pessoas costumam dizer que Kardec foi muito otimista quando fez previsões sobre o Espiritismo e sua propagação.

Um estudo mais acurado da percepção de Kardec no que ele considerava Espiritismo, porém, mostra que ele não errou, ao contrário, sua previsão no que concerne a introdução do Espiritismo na sociedade foi certeira.

As ideias espíritas mergulham firme nas massas, mesmo que o nome Espiritismo não seja tão propalado.

Simples de entender: o pensamento espírita repousa em leis naturais e, por conseguinte, livres e à espera de todos aqueles que queiram estudar com sinceridade sem qualquer obrigação de pertencer a esta ou aquela instituição.

Eis, portanto, filmes, documentários, novelas e tantas produções trabalhadas com temáticas espíritas, sem, contudo, serem chamadas de espíritas.

As consequências dessas ideias circulando livremente pelo mundo, sem dono, sem amarras, sem cabrestos é benéfica, posto que não se poderá deter quem quer aprender seus conceitos. Não tem dono, mas pertencem a todos.

As ideias espíritas são forças da natureza e colocadas à disposição da humanidade.

Não há como deter a vista do sol como não há como deter a divulgação dos conceitos espíritas, mesmo que o Espiritismo, como nome, como bandeira, não seja ainda conhecido da maioria das pessoas.

Entretanto, é bom saber que essas ideias penetram cada dia mais na sociedade e estudos são elaborados para explorar essas leis observadas por Kardec em suas obras e nas publicações da Revista Espírita.

Talvez pode ser que fiquemos chateados por constatar que o Espiritismo enquanto nome não caminha veloz, mas que importa isto diante da força que o seu pensamento se introduz no mundo por meio da lei do progresso?

É isto que vale afinal, as ideias espíritas possibilitando ao homem um conhecimento mais profundo sobre as coisas do universo.

Quanto a nós?

Cabe-nos ser gratos por ter a oportunidade de conhecer este trabalho tão poderoso e metódico que fez Kardec junto aos Espíritos.

Wellington Balbo

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://www.obramax.com.br/blog-do-max/iluminacao/tipos-de-lampada>. Acesso em 17AGO2022.

Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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