
A Igualdade nas Parábolas de Jesus
Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec registra o resultado de suas pesquisas junto aos Prepostos de Jesus, obtendo deles as respostas que norteiam nossa caminhada evolutiva, quando abraçamos e somos abraçados pelo Consolador (Jo, XIV: 15 e 16).
Esse livro é didaticamente dividido, como sabemos, em quatro partes:
– Livro I – Das Causas Primárias: traz-nos informações sobre a Criação e os elementos gerais do Universo;
– Livro II – Do Mundo Espírita ou Mundo Dos Espíritos: oferta a todos nós as leis que regem, por exemplo, os processos de reencarnação e desencarnação, bem como a intervenção dos desencarnados sobre o mundo físico.
– Livro III – Das Leis Morais: a Lei Divina ou Natural é dissecada ali, com maestria!
– Livro IV – Das Esperanças e Consolações: ensinando-nos sobre as forma pela qual Deus age em nossa vida, no sentido de corrigir caminhos equivocados.
No contexto do nosso singelo esforço reflexivo, a parte que mais nos é importante é a terceira, que serviu de base para que o Codificador escrevesse “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Dentre as dez Leis Morais ali discutidas, a que nos interessa é a chamada Lei de Igualdade. Ela reflete o amor incondicional de Deus por todos nós, criando-nos iguais e tendo, todos, a mesma meta, ou seja, a perfeição espiritual.
E essa igualdade foi demonstrada por Jesus, em suas pregações. Nas famosas parábolas narrativas, em vários pontos das mesmas o Mestre de Amor nos ensina, ainda que de forma simbólica, a justiça absoluta do Criador, perante seus filhos.
Citaremos alguns exemplos, para contextualizar.
Na Parábola do Semeador, citada pelos evangelistas Mateus (XIII – 03 a 09), Marcos (IV: 03 a 09) e Lucas (VIII: 04 a 08), Jesus transmite um ensinamento, cuja sublimidade nem sempre conseguimos perceber! Quando o Cristo da Terra fala-nos sobre os tipos de solo (que receberiam a semente de formas diferentes), dá-nos a entender que todos os solos recebem a semente, mesmo aqueles em que o risco de não brotar era grande!
Igualdade do Criador, que proporciona oportunidades iguais a todos nós! Ao espírito maduro, para que ajude os imaturos… E aos imaturos, para que possam ser úteis e cresçam também.
Na parábola da Rede (Mateus, XIII – 47 a 52), O Mestre Galileu ensina que “o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, que recolheu todo gênero {de Peixe}”.
Outro símbolo de extrema beleza! Se a rede não faz diferença entre as espécies de peixes, significa que Deus proporciona a todos os seus filhos as mesmas oportunidades!
Certamente há outros versículos, dentro de parábolas diferentes, que retratam a Lei de Igualdade, mas acreditamos que o que discutimos seja suficiente para transmitir a ideia.
Quão imenso é o amor de Deus!
André Sobreiro
Nota do editor:
Imagem em destaque disponível em <http://blog.daum.net/ji5321/8743964>. Acesso em: 14SET2015.
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