
Credenciais-atos
De braços cruzados não podemos praticar a caridade
“A cada um segundo as suas obras.”
- Jesus. (Mt., 16:27.)
Provavelmente foi inspirado nessas palavras de Jesus, que Tiago(1) disse: “meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem obras, eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
Disse Jesus (2): “Meu Pai trabalha até hoje, e eu também.”
Paulo, escrevendo aos coríntios, afirmou (3): “agora pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior delas é a caridade.”
Fé e Esperança podemos ter sem trabalho algum! Mas, a prática da Caridade pressupõe e induz-nos ao trabalho. De braços cruzados não podemos praticá-la. Enfeixando todos esses conceitos vamos desembocar de forma muito natural no estuário do trabalho.
Ninguém melhor do que Emmanuel desenvolveu tão bem a respeito deste tema, dando-nos a exata dimensão da necessidade do trabalho individual para a própria edificação e consequente para a definitiva alforria espiritual…
Segundo o abençoado Mentor Espiritual de Chico Xavier, “trabalhar é produzir transformação e movimento. Servir é criar simpatia, fraternidade e luz. O trabalho reajusta as forças do Espírito, reconforta… O serviço aos outros anula os detritos do mal. O trabalho é uma esponja bendita sobre as mágoas do mundo. Para que o homem se integre na recepção da herança divina, não pode dispensar as certidões de trabalho próprio.O trabalho é uma estrada luminosa e alegre, na direção da vitória com o bem. O serviço ao próximo reconquista o respeito e a serenidade perante a vida. Lembre-se de que o trabalho é o dissolvente de nossas mágoas. Ajuda, sem distinção, na certeza de que, na alegria dos outros encontrarás alívio e consolação para teus pesares. O trabalho com elevação espiritual é a maior dádiva que o tempo e o corpo terrestre podem oferecer.”
Eis o pensamento de alguns outros Benfeitores Espirituais sobre esse tema:
Irmão X: – “O trabalho e o sofrimento são leis imperantes no planeta em prol do nosso próprio resgate e redenção psíquica. O trabalho abrir-nos-á o caminho da infinita luz”
Meimei: – “O trabalho é a estrada santificadora de todos os que não se firmarem no rumo certo e o remédio para todos os males; e a bênção que Jesus oferece-nos no santuário do espaço e do tempo e, por isso mesmo, aceitá-lo aperfeiçoando-o, com a nossa atuação, é para nós próprios, a estrada de acesso à glória celestial. Assim, deixe que o trabalho tanja as cordas celestes do teu sentimento, para que não falte a música da harmonia aos poderosos trilhos da existência terrestre.”
Estevina: – “O trabalho conferir-nos-á juvenilidade eterna e ventura imperecível.”
Quando as criaturas enfim compreenderem que cada um é o artífice do próprio destino, haverá maior paz e trabalho no Bem na Terra... Quando a lei de causa e efeito deixar de ser apenas uma lei física e os homens compreenderem que seus atos estão também submetidos a essa lei, haverá maior cuidado e a felicidade verá romper sua aurora nos planos terrestres, pois segundo um benfeitor espiritual “a felicidade se acha destinada ao homem neste mundo, desde que ele a procure, não nos gozos materiais e sim no infinito Bem.”
Indubitavelmente, o trabalho é a escada divina de acesso aos lauréis imarcescíveis do Espírito.
Há irmãos de romagem terrestre que se proclamam tão pecadores e limitados que se sentem inabilitados para prestar concurso sadio na obra cristã, esquecidos de que Jesus, o Mestre por Excelência, veio para os doentes e não para os sadios.
Toda movimentação útil é trabalho, não importa se singela ou expressiva se na imprensa, na tribuna, no livro, na enxada, no tijolo ou no malho. Movimentemos nossas mãos cientes de que Jesus e o Pai Celestial também o fazem, até hoje!…
Rogério Coelho
Referências:
(1) Tiago, 2:14, 17 e 18;
(2) Jesus, João., 5:17; e
(3) Paulo, I Cor., 13:13.
Veja também
Ver mais
Morrer no Dia de Finados

O espiritismo está no ar


