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Como explicar o suicídio?

setembro 18, 2021

A pergunta é de relevância para a Humanidade. Anualmente, milhares de pessoas deixam este mundo pelas portas falsas do suicídio. Os motivos variam: desgosto sentimental, falência financeira, miséria, solidão ou doenças incuráveis, que levam ao desespero e à perturbação.

No fundo, porém, a causa verdadeira do suicídio é a falta de uma fé forte em Deus e o desconhecimento da realidade espiritual. O materialista acha que sua existência é um acaso da natureza. Ele existe e daqui a pouco vai deixar de existir. Se a vida não lhe parece boa, se não teve sorte, não há razão para continuar vivendo. Já o incrédulo acredita em Deus, mas duvida de sua misericórdia e de sua justiça, achando que alguns foram privilegiados e outros relegados ao sofrimento. Não vê justificativa para tanta dor e miséria, considera-se uma vítima e, sem perspectivas de mudanças, resolve abandonar a vida e matar-se.

Como a fé não é sentimento que se consiga transferir de uma criatura para outra, as religiões não têm oferecido argumentos suficientes para baixar a taxa de suicídios, o que poderá acontecer quando as pessoas tiverem o conhecimento de como a vida continua depois da morte. Até pouco tempo, havia para a Humanidade três alternativas: o céu, o purgatório ou o inferno. Acredita-se ainda no céu beatífico, porque satisfaz o nosso ego. Mas muita gente já não pensa num inferno onde o pecador – a grande maioria – vai arder para sempre. O ser humano moderno, que avançou na inteligência, precisa de informações mais lógicas quanto à Espiritualidade, pois senão descamba mesmo para a incredulidade ou até para o materialismo. É preciso que a nossa fé seja robustecida pela razão.

E a mediunidade é instrumento eficaz na luta contra o suicídio. Por mais que se combata, ninguém vai conseguir evitar a manifestação dos Espíritos, porque eles estão por todos os lados. Nossos decretos não os atingem. Dê-se aos Espíritos o nome que se quiser – anjo, demônio, espírito imundo, espírito-santo –, não deixarão de ser o que são: as próprias pessoas, mas sem o corpo morto.

E são as almas dos chamados “mortos” que nos relatam o que acontece com o suicida na Espiritualidade. A primeira grande decepção é saber que não morreu, que não deixou de existir ou que não dormirá para sempre. A segunda é que não conseguiu pôr fim à dor que o atormentava, mas, pelo contrário, a centuplicou. Além do mal que atingia o físico, e que com a morte é transferido para o corpo espiritual, é atormentado por outras dores e perturbações em decorrência do tipo de morte que escolheu: por exemplo, se foi enforcamento ou afogamento, carregará por onde for a asfixia, a falta de ar, a dor no pescoço ou no peito. A terceira decepção, causa de grande dor, é a solidão, a separação das pessoas que amava e que poderiam lhe ajudar; e a convivência com estranhos, almas no mesmo sofrimento ou Espíritos inferiores que dele se aproveitam.

Embora inevitável o sofrimento, a forma como o Espírito suicida chega no mundo espiritual é sempre muito variada, porque Deus leva em conta a intenção e a maturidade da criatura. Por isso, uma jovem desesperada e depressiva poderá ser socorrida pelos mentores espirituais e conduzida a hospitais, ao passo que um criminoso egoísta e descrente será deixado à própria sorte, até que se arrependa e suplique por socorro.

O princípio da salvação para esses irmãos infelizes é sempre aceitar Deus e suas leis; após, terão ainda que retornar à Terra em outros corpos, possivelmente, em condições de sofrimento, para o reequilíbrio, e só depois recomeçarão as provas que interromperam com o ato insano.

Por esses motivos, valorizemos a nossa vida, confiemos que Deus nos ampara nos momentos difíceis, suportemos as nossas dores com resignação ativa e aguardemos os bons frutos que nos estão reservados. Suicídio jamais!

Donizete Pinheiro

Nota do Autor:
Texto do capítulo 22 de livro do autor.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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