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Os últimos serão os primeiros

outubro 19, 2021

Felizes os que trabalham na Seara Cristã sob os acordes da caridade

“Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a
si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me”
– Jesus. (Mt., 16:24)

Escrevendo aos coríntios, o notável apóstolo Paulo situou (1) o verdadeiro lugar ocupado por quantos desejam desenvolver o apostolado do bem com Jesus: “tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”.
Jesus afirmou que não possuía reinado na Terra e que nela só aflições teríamos. Ora, o Espiritismo nos revela a razão de tais assertivas, tanto de Jesus quanto de Paulo: a Terra situa-se entre os chamados “Mundos de Provas e Expiações” e, como tal, enseja a reencarnação de Espíritos calcetas, devedores, que estarão às voltas com os frutos apodrecidos de suas descuidadas sementeiras em passados tenebrosos. Assim, não é fácil seguir a trilha estreita aberta por Jesus. Tudo concorre para o fracasso do trabalhador, mas aquele que conseguir superar todos os obstáculos, perseverando até o fim, conseguirá atravessar a “porta estreita” e receberá “a coroa da vida”.
Segundo Emmanuel (2) “(…) o apóstolo é o educador por excelência, nele residindo a improvisação de trabalho e o sacrifício de si mesmo para que a mente dos discípulos se transforme e se ilumine, rumo à Esfera Superior.
(…) Condutores do Espírito – por excelência – são instituições vivas do exemplo revelador em todas as grandes causas da humanidade, oferecendo em si mesmos a essência do que ensinam, a verdade que demonstram e a claridade que acendem ao redor dos outros”.
Tendo o campo de atuação nas frentes de batalha, estão sempre expostos e vulneráveis e, por isso, ─ continua Emmanuel: (…) passam na Terra, trabalhando e lutando, sofrendo e crescendo sem descanso, com etapas numerosas pelas cruzes da incompreensão e da dor”.
Daí a plena justificativa para os assertos paulinos sobre a situação do verdadeiro apóstolo do Senhor, ao desenhar com tintas fortes e densas a realidade de seus proscênios de acerbas lutas: “como se estivessem colocados pela Providência Divina nos últimos lugares da experiência humana, à maneira de condenados a incessantes sofrimentos”.
Em compensação, afirma o Espírito de Verdade (3):
“(…) Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel senão a Caridade!… Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre a obra finalizada.
(…) Deus procede, neste momento, ao censo dos Seus servidores fiéis e já separou aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que Ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra de regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras de Jesus: “os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus.”

Rogério Coelho

Referências:
(1) 1º cor., 4:9.
(2) XAVIER, F. Cândido. Fonte viva. 10.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1982, cap. 57.
(3) KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 129.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. XX, item 5.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <>. Acesso em: xxOUT2021.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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