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A imortalidade da alma e a Metodologia Científica

fevereiro 20, 2024

Os casos de interferência dos espíritos em nosso plano de ação não é coisa hodierna, pelo contrário, encontram-se presentes em todas as culturas. É certo que alguns contribuíram para fomentar superstições no imaginário popular, outros, por algum fundo de verdade ou pura ficção, serviram como roteiros de livros e filmes, despertando o interesse das pessoas, como se vê na atualidade.

O assunto guarda relevância, principalmente, no campo das obsessões, onde se torna imperioso o entendimento da imortalidade e da comunicabilidade da alma.

É certo que a Ciência ainda não pode comprovar objetivamente a existência do Espírito. Porém, as emanações energéticas ou campos eletromagnéticos que se expandem em torno do corpo humano foram fotografados pelos pesquisadores russos, o casal Kirlian, comprovando-se a antiga Teoria do Magnetismo, descoberto pelo médico Anton Mesmer, corroborando, assim, seus estudos.

Posteriormente, nos Estados Unidos, a NASA construiu equipamento mais preciso, conseguindo maior definição nas imagens dessa condensação energética a que os espiritualistas denominam de “aura”. Porém, o centro que irradia essa força, ou seja, o espírito, embora sendo matéria, mas no estado energético, não é ainda observável pelos instrumentos científicos.

Apesar de as ciências encontrarem dificuldades para comprovar a existência objetiva do espírito, nem por isso negam a sua existência, permanecendo, assim, um campo para investigações dos estudiosos, que, pouco a pouco, avançam em direção a essa grande conquista.

Allan Kardec foi quem iniciou as primeiras pesquisas com metodologia científica acerca da existência e da comunicabilidade com os espíritos, resultando na publicação de “O Livro dos Espíritos”, em abril de 1857. Importante ressaltar que o observador francês não provocou os fenômenos para estudá-los. Foram, sim, os fatos que se apresentaram, espontaneamente em sua presença e, sendo ele, um pesquisador de acentuado rigor crítico, mais sua excelente formação acadêmica nos domínios da física, química, astronomia, anatomia humana, além de falar vários idiomas, despertou em outros acadêmicos e cientistas da época, o interesse pelo estudo dos fenômenos denominados como “mesas girantes”. É de se mencionar que, inicialmente, Kardec chegou a pensar que o movimento das mesas, ora ocorrendo de forma graciosa, ora violenta pudesse ser fruto de uma fraude. Descartada essa hipótese, chegou também a pensar que o fato poderia ser fruto da simples força magnética dos presentes, já que tinha estudado os efeitos do magnetismo de Franz Anton Mesmer. Assim, lança-se à pesquisa, para chegar a uma primeira conclusão: que o fenômeno que ficou conhecido como “mesas girantes”, denunciava a existência de uma
“causa inteligente” que os dirigia.

Desse modo, estabeleceu uma maneira rudimentar de comunicação, por meio de pancadas, com um dos pés da mesa batendo no piso, cujo número de batidas se convencionou com a “força-estranha”, à equivalência da ordem das letras no alfabeto, permitindo a formação das palavras. Desse modo, o próprio fenômeno revelou que era provocado por um espírito.

A partir de então, os meios de comunicação foram sendo aprimorados e as pesquisas de Kardec avançaram. Resoluto e enfático, dizia que: “Era preferível rejeitar noventa e nove verdades a acolher uma mentira.”

Assim, pela profundidade filosófica e espiritual dos conteúdos das comunicações recebidas, não se poderia contestar sua origem séria e elevada, abordagens pautadas na ética e na moral cristãs, apontando Jesus como o Ser mais elevado que já pisou no solo da Terra.

Martha Triandafelides Capelotto

Martha Capelotto
Martha Capelotto

Atuante no Espiritismo, desde 1989. Estudante e trabalhadora do Grupo Socorrista Maria de Magdalla em Jaú, interior de São Paulo, onde atuou nos cursos da Doutrina Espírita e no trabalho do Passe. Atuou também no Centro Espírita Tereza de Jesus, também em Jaú, como monitora de cursos, palestrante, distribuição de cestas e bazares. Atuou em programas nas Rádios Piratininga e Jauense. Atualmente, reside em São Paulo, capital, e atua como Colunista em vários veículos de comunicação espírita, dentre eles, a Revista “O Consolador”, assim como Palestrante espírita.

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